sábado, 6 de dezembro de 2014

Arte e Moda

Artigo publicado pelo docente da FacFil, Carlos Morais, sobre o tema das relações entre a arte e o sistema da moda ("A arte ao sabor da moda? Elementos de crítica da moda na perspectiva de Mikel Dufrenne. Revista Portuguesa de Filosofia, T. 70, Fasc. 2-3, 2014, pp. 603-612).

Resumo 
A moda e a arte partilham espaços e circuitos, permutam papéis e representações. A moda penetra nos museus e nas galerias de arte; por sua vez os artistas influenciam a moda, participam em desfiles e publicações que lhe são dedicadas. Tanta cumplicidade pode levar a pensar que se esvaíram
fronteiras, que a moda se realiza, sem mais, como forma de arte, e que a arte está hoje moldada pela lógica da moda. Se esta relação escaldante dissipa o sentido das diferenças, entendemos que é tarefa da estética arrefecê-la, sujeitando à análise crítica a ambiguidade gerada pelo sistema socio-estético cultural. Em diálogo com Mikel Dufrenne, mostraremos que, à luz de um conceito de arte ligado ao fenómeno da sua vivência, arte e moda se assumem como realidades diferenciáveis e dificilmente convertíveis, ainda que aproximáveis.

Palavras-chave: arte, experiência, Mikel Dufrenne, moda, sistema

> Referência completa e texto 
Outras publicações recentes do corpo docente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Comemoração do Dia Mundial da Filosofia 2014 na Faculdade de Filosofia

No dia 20 de novembro de 2014, a Faculdade de Filosofia da Universidade Católica organizou uma Jornada comemorativa do Dia Mundial da Filosofia e na qual participaram os alunos e professores das Escolas Secundárias que a seguir se indicam.
Na linha do que a UNESCO preconiza, esta Jornada pretendeu destacar o papel da Filosofia no quotidiano, no espaço público, e sensibilizar os jovens estudantes do Ensino Secundário para a causa da Filosofia.
O acolhimento sentido por todos, o manifesto interesse com que os jovens acompanharam cada um dos momentos do Programa, o convívio que se gerou entre docentes e discentes, a visita descontraída aos diversos sectores e equipamentos da Faculdade, terão certamente deixado uma excelente memória desta Jornada, e contribuído para um novo olhar sobre a Filosofia e sobre esta Escola.  

PROGRAMA 

10H15 – Receção e boas-vindas – Diretor da Faculdade de Filosofia - Prof. Miguel Gonçalves
10H30 – Apresentação da Faculdade de Filosofia (História e Cursos) -  Aluno Carlos Miranda
10H45 – Palestra sobre o tema da Liberdade e da Escolha – Prof. Artur Galvão
11H30 – Ser estudante de Filosofia hoje: testemunhos dos alunos –  Alunos Luís Palha e Stanislav Nosov
11H45 – Agradecimento – Coordenador do Curso de Filosofia – Prof. Carlos Morais
11H50 – Visita às instalações da Faculdade guiada pelos Alunos de Filosofia
12H30 – Convívio no Bar da Faculdade e Despedida

Com a especial colaboração das Escolas e dos Professores

> Escola Secundária Carlos Amarante – Braga
- Maria Beatriz Dias Fernandes Macedo
- Maria Inês Jesus Pinheiro Silva
- Maria Teresa Nazaré Vieira Carvalho Oliveira

> Escola Secundária D. Maria II – Braga
- Maria de Fátima Macedo Pereira
- Maria Anabela Magalhães Silva Tavares
- Alexandra Maria Campos Barroso

> Escola Secundária Sá de Miranda – Braga
- Branca Maria Gonçalves Cerqueira
- José Carlos Magalhães Costa Santos

> Ina / Colégio das Caldinhas
- Alberto Jerónimo Silva Santos
- Ana Gabriela Nunes Coelho Lopes
- Patrícia Carla Magalhães dos Santos
- Fernanda Paula de castro Ribeiro da Costa
- Maria José Silva Carvalho

Reportagem publicada no Jornal Diário do Minho sobre a Jornada na FacFil.

Notícia publicada no Jornal Diário do Minho

Aula Magna da Faculdade repleta de jovens

----------------------------------------------------------------------------------------- COMENTÁRIOS
> comentários a este evento: clica aqui



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O pensamento pós-secular, tema de conferência do Prof. Manuel Sumares em Iasi (Roménia)

> O Prof. Doutor Manuel Sumares proferiu no passado dia 05 de setembro de 2014 a Conferência intitulada: "Religious Experience and Philosophizing: Eastern and Western Paradigms in a Post-Secular Environment", na Universidade de Iasi, na Roménia.
Esta conferência integrou o Colóquio "Religious Experience and philosophizing", organizado pela Romanian Academy, Iasi Branch. 
Iasi é um lugar histórico no contexto universitário romeno e o primeiro sítio aonde o estudo de filosofia se estabeleceu naquele País.

> Resumo da Conferência
"Current post-secular thinking raises issues about the historical contingency of the secular mind and permits a reopening of metaphysical questions closely associated to theism, i.e., to the viability of the ground of being as personal. In the West, John Milbank and Charles Taylor have, in different ways, traced how a truly open mind can question the limits, artificially imposed by the political and
theological projects that shaped modernity, has led to nihilism, and has totally marginalised the philosophical potential contained in the patristic synthesis of the Greek Fathers of the East. We find in the work of Michel Henry a possibility of dislocating the Western bias on conceptualisation toward the patristic understanding of the Incarnation.
This not only suggests the concurrence of divine life into all that is human, but also provides philosophy with radically different parameters for thought than that proposed by the pagan philosophy of the Hellenic world and, as well, that of the modern secularity that still influences ours."

> Recorde-se  que o Prof. Manuel Sumares tem vindo a desenvolver no Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Faculdade de Filosofia da UCP um projecto de investigação no âmbito da temática "O Pensamento Pós-Secular", tendo dado origem a diversos Colóquios Internacionais e cujos seminários têm atraído um bom número de participantes.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Séneca e o estoicismo

A vida de Séneca e a reflexão filosófica a que o seu nome está ligado continuam a despertar interesse à escala global. "How Stoical was Seneca?" é o título de um recente artigo de Mary Beard na prestigiada publicação The New York Review of Books: 

http://www.nybooks.com/articles/archives/2014/oct/09/how-stoical-was-seneca/


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lugar da Filosofia hoje

Multiplicam-se atualmente os pronunciamentos sobre o importante lugar e função da Filosofia na formação do ser humano, tendo em vista a sua vida pessoal, a sua atuação no espaço público ou o seu desempenho profissional. Entre inúmeros exemplos de textos que insistem nessa relevância, fiquemos apenas com mais esta proposta de reflexão:
http://blogs.hbr.org/2014/09/how-philosophy-makes-you-a-better-leader/

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Prémio de Ensaio SPF 2013

Decorreu, durante o Congresso Português de Filosofia, realizado nos passados dias 5 e 6 de Setembro de 2014, a atribuição do Prémio de Ensaio da Sociedade Portuguesa de Filosofia, edição de 2013, que versava sobre a pergunta temática “Quais são os nossos deveres em relação às gerações futuras?”, do âmbito da filosofia política, que havia sido colocada, previamente, a concurso. O vencedor do prémio, no valor de três mil e quinhentos euros, foi André Campos Santos, que apresentou o ensaio “Justiça intergeracional: a temporalidade da política como resposta à pergunta ‘quais são os nossos deveres em relação às gerações futuras?’”. Os ensaios concorrentes ao prémio foram avaliados por um júri composto por Sofia Miguens (Universidade do Porto), presidente do júri, e por João Rosas (Universidade do Minho), David Alvarez (Universidade de Vigo), Maria Luísa Potocarrero (Universidade de Coimbra) e Álvaro Balsas (Faculdade de Filosofia de Braga, Universidade Católica Portuguesa, www.braga.ucp.pt ). Este ensaio vencedor, à semelhança dos ensaios vencedores das edições dos anos anteriores, será publicado num dos próximos fascículos da Revista Portuguesa de Filosofia (www.rpf.pt ), uma das publicações da Faculdade de Filosofia de Braga (www.publicacoesfacfil.pt ).

2014-2015: FacFil atribui 20 Bolsas para o estudo da Filosofia

A Faculdade de Filosofia atribui 20 Bolsas para o estudo da Filosofia no ano letivo de 2014-2015.
Texto publicado no Jornal Diário do Minho sobre este assunto:

Congresso Português de Filosofia

Teve lugar nos dias 05 e 06 de setembro de 2014 o Congresso Português de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia, e realizado na Fundação Calouste Gulbenkian e Universidade Nova de Lisboa.
Da Faculdade de Filosofia, participaram neste Congresso os docentes:
- José Gama: Comunicação "A filosofia da cultura e o pensamento português"; Participação na Mesa Redonda: "O estado da arte da Investigação em Filosofia em Portugal").
- Carlos Morais: Participação na Mesa Redonda: "O estado da arte do ensino universitário da Filosofia em Portugal".
De assinalar, também, a participação do antigo aluno da Faculdade de Filosofia, Domingos Faria, onde apresentou a Comunicação: "Será procedente o argumento de Plantinga contra o naturalismo metafísico?".

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Interrogar Deus na poesia portuguesa contemporânea



A Fundação Cupertino de Miranda (FCM) e a Câmara Municipal de V. N. de Famalicão organizaram, em parceria, o evento "CARMINA 1 – Deus como interrogação na poesia portuguesa", nos dias 11 e 12 de julho, sexta e sábado. Consistiu no Encontro de Poesia, reunindo críticos literários e autores, culminando no lançamento de uma antologia, intitulada Verbo (Deus como interrogação na poesia portuguesa), obra editada pela Assírio & Alvim, e organizada por José Tolentino de Mendonça e Pedro Mexia.

A antologia contém poemas de Vitorino Nemésio, Ruy Cinatti, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, José Bento, Ruy Belo, Cristovam Pavia, Pedro Tamen, Armando Silva Carvalho, Carlos Poças Falcão, Adília Lopes e Daniel Faria. 

Em concorridas sessões, o público teve a oportunidade de ouvir nomes como Sousa Dias, Alex Villas Boas, Fernando J. B. Martinho, Maria João Reynaud, Rosa Maria Martelo, Maria João Costa, Frederico Lourenço, Jorge Sousa Braga, Rui Lage e Pedro Sobrado; além dos poetas Armando Silva Carvalho, Carlos Poças Falcão, Fernando Echevarría. Fica um breve texto em forma de desafio à reflexão:

“Deus como interrogação, assim se chama a antologia, porque Deus existe, na poesia como na vida, em modo interrogativo, mesmo para quem tem fé. Esta não é uma antologia para crentes ou para não-crentes, é uma antologia de poesia que dá exemplos de um tema, de um motivo, de uma obsessão, exemplos portugueses, numa época que também nos deu Claudel, Eliot, Luzi ou Milosz, poetas com uma questão, com uma pergunta que nunca está respondida.”

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Professora Cristina Beckert: In Memoriam

Foi com enorme surpresa que tomei conhecimento do falecimento da Professora Cristina Beckert; eu não queria acreditar! Sabia que estava doente e com limitações em termos de mobilidade, mas não imaginava que a sua vida chegaria ao fim tão cedo.
Conheci-a na década de oitenta, num colóquio na Católica, em Lisboa. Foi-me apresentada pelo Professor Cerqueira Gonçalves, que me pediu para receber na Faculdade, em Braga, quatro assistentes do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, grupo de que faziam parte Cristina Beckert e o marido, Carlos João Correia. Vinham fazer investigação para as respectivas teses de doutoramento. Acompanhei-os durante essa sua estadia; foi o primeiro contacto. Em 1993 tive o privilégio de ser seu arguente nas provas públicas de doutoramento, no dia 14 de Julho. Apresentou um texto excelente, depois publicado em livro, Subjectividade e diacronia no pensamento de Levinas[1]. Como era de esperar, fez umas provas brilhantes, com domínio perfeito da matéria e com uma cultura filosófica digna de nota. Apresentou-se tal como era: calma, serena, suave, simples, com um sorriso nos lábios e respondendo com elegância e acerto. Foi a minha estreia em júris de doutoramento e não podia ter sido mais auspiciosa.
Mantivemos o contacto e a convivência deu origem a uma amizade que não esquecerei. Fui bastantes vezes arguir a teses de mestrado à Faculdade de Letra de Lisboa a cujos júris pertenci por sua sugestão, e ela veio várias vezes à minha Faculdade também para arguir a teses. Recebia-me sempre com amizade e delicadeza irrepreensíveis, informando-me e prevenindo-me dos hábitos da casa. Participei a seu convite num colóquio que organizou sobre Lévinas, cujas conferências reuniu no livro Lévinas entre nós[2]; por sua vez a meu convite participou no colóquio de homenagem ao Professor Roque Cabral com um texto intitulado «Ética e ecologia»[3].
A última vez que a contactei foi no fim do ano passado. Havia que constituir um júri de umas provas de doutoramento cuja tese, que eu tinha orientado, era fundamentalmente em torno da obra de Lévinas. Durante o tempo que acompanhei a elaboração do trabalho sempre pensei sugerir ao Conselho Científico o nome da Professora Cristina Beckert para arguente. A tese era excelente e uma arguição da professora, estava eu convencido, permitiria ao doutorando brilhar e obter sugestões preciosas para uma última revisão do texto antes da publicação. Quando propus o nome, avisei logo os responsáveis de que da última vez que tinha contactado com a Professora, ela me tinha falado da sua saúde, que lhe impunha algumas limitações em termos de viagens. A pedido do Presidente do Conselho Científico telefonei-lhe para a sondar. Como sempre, atendeu-me com toda a simpatia, agradeceu o convite, mas informou-me de que infelizmente o seu estado de saúde não lhe permitia aceitar; por indicação médica não podia viajar para fora de Lisboa. Respondi-lhe que tinha imensa pena por ela e pelo doutorando. Por ela, porque as limitações que a doença lhe impunha deveriam ser muito dolorosas; pelo doutorando, porque seria muito beneficiado com a arguição dela. Mas não suspeitava de que o fim estivesse tão próximo.
Curiosa coincidência: recebi a notícia da morte quando tinha começado a ler o seu livro titulado Ética[4]. Nele encontramos a autora de corpo inteiro. O livro revela uma professora informada, cujo texto espelha, com clareza e rigor, uma vasta bibliografia lida e assimilada, acompanhada de uma reflexão pessoal inteligente e profunda. O esquema mostra uma especialista em Ética atenta à actualidade, para quem as éticas aplicadas não são éticas menores, antes pelo contrário. A segunda parte do livro é sobre Bioética e Ética Ambiental, áreas que frequentou com grande competência.
Com o seu desaparecimento perde o Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa uma professora e investigadora de eleição, competente e eficaz no seu ensino, de quem havia ainda muito a esperar (leiam-se os depoimentos de vários alunos em http://blog.domingosfaria.net/2014/06/memoria-cristina-beckert-1956-2014.html). Os colegas e amigos perdem uma companheira de jornada com que podiam contar e que permanecerá nas suas memórias.

José Henrique Silveira de Brito




[1] Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 1998.
[2] Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2006.
[3] BRITO, José Henrique Silveira de (Coord.) - Temas fundamentais de ética. Actas do Colóquio de Homenagem ao Prof. P. Roque Cabral, S.J. Braga: Publicações da Faculdade de Filosofia UCP, 2001, pp. 73-88.
[4] Lisboa: Centro de Filosofia Universidade de Lisboa, 2013.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Filosofia, ciências humanas, letras: que empregos?

É sobejamente conhecida a dificuldade do acesso ao mercado de trabalho dos licenciados nas áreas das humanidades, em geral, sendo particularmente sentida pelos formados em Filosofia.
A orientação que durante décadas se imprimiu às licenciaturas em Filosofia, em Portugal, ligando-as quase exclusivamente ao desempenho da actividade docente nos estabelecimentos de ensino secundário e superior, em nada ajudou ao reconhecimento social e profissional da habilitação em Filosofia.
Ora, a Filosofia confere aos licenciados desta área potencialidades, saberes, competências de grande aplicação em muitos domínios da realidade e em diversos sectores laborais. Só para referir alguns: no campo da política, no mundo empresarial, nas indústrias criativas, na gestão dos recursos humanos, nas áreas da criação cultural e literária… A capacidade de adaptação dos “filósofos”, a sua criatividade e plasticidade mental, de interpretar e de pensar com rigor, aliadas à natural curiosidade cultural e interdisciplinar fazem com que a sua presença e o seu desempenho sejam frequentemente muito valorizados, qualquer que seja o ramo da actividade em que se encontrem a trabalhar. Só as mentalidades fechadas e deturpadas por uma incorrecta noção de “especialização profissional” continuam a achar que a Filosofia está “fora do mundo” ou que é “coisa de gente despistada”.
Precisamente, no encalço de operar a mudança destas mentalidades, Isabel Lasala e Laura Carratalá Díez, da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Saragoça, publicaram um interessante estudo que mantém toda a actualidade, intitulado Nuevas perspectivas profesionales de las Ciencias Humanas.
A iniciativa destas autoras é um bom contributo e exemplo a seguir no complexo processo de reabilitação e revalorização das formações em Filosofia e mais em geral nas Ciências Humanas.

domingo, 6 de julho de 2014

A Filosofia contra a crise

A crise em que estamos mergulhados vai gerando consequências demolidoras nas pessoas, nas comunidades, nas instituições... visíveis um pouco por toda a parte por onde lancemos o nosso olhar. E se a magnitude do problema implica a convocação de todos os saberes para prover soluções com alguma eficácia, é também chegada a hora de envolver as humanidades, as artes e filosofia. Sim, os efeitos da crise, para não dizer mesmo as suas causas mais profundas, também se combatem com filosofia, isto é, com pensamento, reflexão, atitude crítica... e uma boa dose de humor inteligente.
Por falar em crises, conta-se que já o vetusto Tales de Mileto havia vencido um período de penúria económica do seu tempo antecipando-se a ele. Diz-se que o saber da filosofia lhe proporcionou uma vida abastada. Melhor do que qualquer economista...
Um serviço de consultas filosóficas surgido em Itália (Corigliano d’Otrano, Puglia) tenta ajudar a combater os efeitos da crise, mostrando essa dimensão prática da filosofia.

Cf. vídeo-notícia da AFPTV