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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Riscos tanatológicos da arte contemporânea

Artigo publicado pelo docente da FacFil, Carlos Morais, sobre o tema da relação entre a arte e a morte. Um tema clássico da estética e da teoria da arte, mas que adquire novos contornos e novas interrogações na contemporaneidade (cf. referência completa do artigo).

Resumo:

Não passa despercebido a muitos pensadores e artistas o ambiente soturno, lúgubre e particularmente negativista que tem caracterizado um certo mundo da arte contemporânea, bem como o da correspondente reflexão estético-filosófica. Como se, estranhamente, a experiência estética, outrora fundada sob o signo da beleza, da tonificação, da gratuidade da presença luminosa do sensível se transformasse em lugar de ausência, fragmentação, irrisão, enfim, obscura vivência tanatológica.
Dos diversos traços que poderiam ilustrar esta atmosfera da arte contemporânea, seguiremos os três eixos temáticos que consideramos centrais: a recusa da representação, o formalismo e o informalismo. É verdade que estes três tópicos são apontados, à primeira vista, como fatores potenciadores do risco que ameaça a arte e experiência estética de declinar num iminente processo de denegação trágica e final. Porém – e este é o principal objetivo deste trabalho – é necessário aprender a discernir o alcance dessas opções da arte contemporânea, e perscrutar o que emerge das suas respetivas tensões, pois nem toda a rutura significa morte, nem toda a morte significa perda. Para tal, propomos como guia deste percurso os textos de Mikel Dufrenne, sempre abertos ao desafio da novidade, mesmo se difícil e por vezes incerta.

Palavras-chave: Morte da arte. Representação. Formalismo. Informalismo. Natureza. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Arte e Moda

Artigo publicado pelo docente da FacFil, Carlos Morais, sobre o tema das relações entre a arte e o sistema da moda ("A arte ao sabor da moda? Elementos de crítica da moda na perspectiva de Mikel Dufrenne. Revista Portuguesa de Filosofia, T. 70, Fasc. 2-3, 2014, pp. 603-612).

Resumo 
A moda e a arte partilham espaços e circuitos, permutam papéis e representações. A moda penetra nos museus e nas galerias de arte; por sua vez os artistas influenciam a moda, participam em desfiles e publicações que lhe são dedicadas. Tanta cumplicidade pode levar a pensar que se esvaíram
fronteiras, que a moda se realiza, sem mais, como forma de arte, e que a arte está hoje moldada pela lógica da moda. Se esta relação escaldante dissipa o sentido das diferenças, entendemos que é tarefa da estética arrefecê-la, sujeitando à análise crítica a ambiguidade gerada pelo sistema socio-estético cultural. Em diálogo com Mikel Dufrenne, mostraremos que, à luz de um conceito de arte ligado ao fenómeno da sua vivência, arte e moda se assumem como realidades diferenciáveis e dificilmente convertíveis, ainda que aproximáveis.

Palavras-chave: arte, experiência, Mikel Dufrenne, moda, sistema

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> Outras publicações recentes do corpo docente.